ensinamentos

louvor e adoração - alguns significados

 Definindo Louvor e Adoração



Temos o hábito de chamar o ministério de música como “Ministério de Louvor e Adoração”. Na verdade, colocamos juntos essas duas palavras, como que sendo um nome e um sobrenome.

Raramente paramos para pensar nas diferenças complementares entre elas. Assim, vejamos as definições:

Louvar – lit. “Barulho” – elogiar, gabar, exaltar, enaltecer, glorificar, aprovar, aplaudir, bendizer. 
i. Heb. “halal” – 160 vezes no Antigo Testamento – fonte de “hallellujah”, que pode ser traduzido por “Louvado seja Yah” (Yah como abreviação de Yaweh – aquele que faz as coisas serem”)
Referências: Ed. 3:10 –11; 2 Sm 6; Salmos

Adorar – lit. “Prostrar-se” – reverenciar, venerar, amar extremosamente, idolatrar, ter grande predileção a, cultuar, curvar-se, cair com o rosto em terra, render-se.
i. Heb. “shachac” – 170 vezes no Antigo Testamento – denota prostrar-se diante de autoridades, mostrando significado cultural (Davi X Saul; Rute X Boaz; José X feixes...) É usado como forma comum de se chegar diante de Deus em adoração (Jr. 7:2).
ii. Gr. “proskuneo” – pros (na direção de) + kuneo (beijar)
Referências: Gn 22:5; 24:26, 48; Ex 4:31, 12:27, 34:8; Js 5:14; 2 Cr 29: 29-30; Ne 8:6; Jô 1:20; Sl 95:6, 132:7; Mt 2:2, 11; Mc 15:19; Jô 4:22-24; Fp 3:3; Ap 5:14, 7:11, 11:16, 14:7, 15:4, 19:4, 10, 22:8-9.

Veja um Paralelo entre LOUVOR e ADORAÇÃO:

LOUVOR: Motivado na alma por um impulso de receber do Senhor
ADORAÇÃO: Motivado no espírito por um impulso de dar ao Senhor

LOUVOR: Pode ser comunitário
ADORAÇÃO: É individual

LOUVOR: Brota das emoções
ADORAÇÃO: Brota da devoção

LOUVOR: Pelos feitos de Deus
ADORAÇÃO: Pelo que Deus é

LOUVOR: Pelos presentes de Deus
ADORAÇÃO: Pela presença de Deus

LOUVOR: É uma expressão de vida
ADORAÇÃO: É um estilo de vida

LOUVOR: É circunstancial
ADORAÇÃO: É incondicional

LOUVOR: Aprecia os feitos de Deus
ADORAÇÃO: Vive para Deus

LOUVOR: Pode ser distante
ADORAÇÃO: Só ocorre na presença

LOUVOR: É mais exuberante, enérgico, movimentado, barulhento, com mais palavras
ADORAÇÃO: É mais sóbrio, com menos movimentos, menos palavras, inclinando-se a cânticos espirituais e silêncio

Não devemos nos equivocar que é mais espiritual adorar, pois o que aprendemos é que ambos se complementam. Assim, devemos ter a liberdade de louvar com expressões espontâneas, enérgicas ao mesmo tempo de adorar com cânticos mais contemplativos.

Na verdade, a Bíblia nos indica que existem várias expressões de louvor e de adoração, tais como através da oração, cânticos, confissão, ofertório, artes em geral, pregação, ceia, batismo e do próprio exercício do ministério.

Não importa o exterior, sejam palmas, mãos levantadas, prostrando-se ou com danças. Deus olha o coração, pois diz que um coração contrito não desprezará. 

Veja abaixo mais referências bíblicas:

Com palmas – Sl 47:1, 98:8; Is 55:12

Com mãos levantadas – Sl 63:4, 77:2, 134:2, 141:2; 1Tm 2:8; Hb 12:12

Com júbilo – Sl 27:6, 35:27, 47:1, 81: 1, 2, 89:15, 95:1, 98:4, 107:22, 118:15, 132:16; 1 Sm 18:6, 7; Ex 15:21; Ne 12:43

Prostrando-se – Gn 17:3; Ez 43:3; Ap 4:10; Lv 9:24; Dt 9:25; Sl 95:6, 99:9; 2 Cr 29:28

Com danças – 1 Sm 18:6; Ex 15:20, 2 Sm 6:14, 15; Jr 31: 1-4, 13


Rodolfo Montosa
Fonte: Adorar.net


Aprendendo com Jó...

fonte: www.santageracao.com.br 

Aprendendo com a experiência de Jó…

 

tribulum - usado para separar o trigo da palha.

Jó é o maior exemplo de sofrimento e de paciência em meio a luta registrado nas escrituras sagradas. Imagino que o Senhor permitiu que este livro estivesse nas Escrituras para o nosso ensino e exortação no que diz respeito a estes assuntos. Tiago, apóstolo e irmão carnal do Senhor Jesus escreveu-nos em sua epístola dizendo:“E nós achamos que eles foram felizes por terem suportado o sofrimento. Vocês têm ouvido a respeito da paciência de Jó e sabem como no final Deus o abençoou. Porque o Senhor é cheio de bondade e de misericórdia.” (Tiago 5:11).

Acredito também que o livro de Jó foi escrito e sobreviveu através dos séculos porque, no momento de maior lucidês que ele teve em meio aquele sofrimento todo, antes de fazer a declaração profética que foi a chave de todo o desfecho da situação em que ele se encontrava; declaração que penetrou os céus e “virou o jogo” a seu favor. Antes dessa declaração poderosa ele diz: “Como gostaria que as minhas palavras fossem escritas, que fossem escritas num livro! Ou que com uma ponteira de ferro elas fossem gravadas para sempre no chumbo ou na pedra!” (Jó 19:23,24).

E foi exatamente isto que aconteceu, pois, o que ele declarou profeticamente após falar assim foi poderoso para mudar seu destino e ainda hoje é poderoso para mudar o nosso destino, pois a mesma foi escrita em um livro como ele desejou – no livro de Jó.
 
O livro de Jó começa assim: “Na terra de Uz morava um homem chamado Jó. Ele era bom e honesto, temia a Deus e procurava não fazer nada que fosse errado.”

Jó era bom, honesto, temia a Deus e se desviava do mal. Essas prerrogativas positivas foram atribuídas a ele pelo próprio Deus. Veja o verso 8: “Aí o Deus Eterno disse: -Você notou o meu servo Jó? No mundo inteiro não há ninguém tão bom e honesto como ele. Ele me teme e procura não fazer nada que seja errado.” (Jó 1:1,8).

Jó era íntegro, temente a Deus e se desviava do mal, mas, havia algo que ele não possuia e, essa coisa que ele não possuia o fez mergulhar num mar de sofrimento e tribulação, permitidos e gerenciados por Deus para que ele não fosse provado além de suas forças. Tribulações que, além de nos ensinar a ter paciência no meio da prova também nos leva a perguntar: porque tais tribulações foram necessárias? Ao descobrir o que faltava em Jó que o levou até lá descobrimos também como saimos de lá, ou até mesmo, como não irmos para lá – como não cair na tentação, na prova, na tribulação. Podemos não cair nelas; podemos sair delas; podemos nos alegrar nelas.
 
Deus não tem prazer no sofrimento dos seus filhos. Se um pai natural não se alegra no sofrimento do seu filho, muito menos o Pai Celestial. Em primeira de Pedro 1:6 lemos que: “SE NECESSÁRIO sejais contristados por vários provações…” ou seja, a expressão “se necessário” neste texto deixa claro que somente seremos contristados por várias provações se não conseguirmos receber a instrução e a direção de Deus de outra maneira. Este texto deixa claro que o desejo do Eterno não o de nos atribular, e, sim, de nos ensinar. Se fosse ao contrário o Senhor Jesus não teria nos ensinado a orar: “não nos deixes cair em tentação…”. A tentação, a provação, a tribulação existem, mas, você não precisa necessariamente cair nela, pelo contrário: “livra-nos, ó Deus…”. Normalmente quando andamos por uma rua ou estrada naturalmente nos desviamos dos buracos – é instintivo.
 
Se pudéssemos estabelecer uma ordem, primeiro vem a tentação, depois a provação e por fim a tribulação. Com a permissão de Deus o diabo tenta, Deus prova, e depois somos atribulados para separarmos o que é palha e o que é trigo. O tribulum era uma instrumento usado para separar a palha do trigo.

tribulum - usado para separar o trigo da palha.

No capítulo 42:5 de Jó podemos entender o que faltava na vida de Jó que o levou  a passar por tudo aquilo. No fundo o objetivo de Deus era fazer com que ele adquirisse o que lhe faltava. Veja o texto bíblico: “Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos.”

Veja bem, Jó era homem íntegro, temente Deus e que se desviava do mal, porém não conhecia a Deus pessoalmente. Ele servia um Deus de quem ele tinha ouvido falar e o fazia de forma zelosa, porém, o Senhor Deus, o Eterno deseja mais do que servos – Eles nos quer como amigos. Ele deseja se revelar a mim e a você a cada dia. A Bíblia diz que o Senhor Deus se encontrava com Adão no jardim do Éden todos os dias na viração do dia (Gênesis 3:8). A Bíblia diz que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã… Você não pode pensar na misericórdia de Deus sem pensar na presença do Deus misericordioso. É como se ele nos trouxesse uma dose gostosa de misericórdia no café da manhã. Então, Jó servia a Deus, porém, não conhecia a Deus. E isso fez com que Deus permitisse a tentação, a prova, a tribulação somente para que ele chegasse a este ponto: “hoje os meus olhos te vêm.” Dentro do coração de cada crente deve existir este clamor: “eu preciso te ver, Senhor.”
 
De acordo com a palavra de Deus a fé cristã está fundamentada sobre três pilares que estão descritos em 1 Coríntios 15:1-8, 11: “Agora, irmãos e irmãs, quero que lembrem do evangelho que eu anunciei a vocês, o qual vocês aceitaram e no qual continuam firmes. A mensagem que anunciei a vocês é o evangelho, por meio do qual vocês são salvos, se continuarem firmes nele. A não ser que não tenha adiantado nada vocês crerem nele. Eu passei para vocês o ensinamento que recebi e que é da mais alta importância: Cristo morreu pelos nossos pecados, como está escrito nas Escrituras Sagradas; ele foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, como está escrito nas Escrituras; e apareceu a Pedro e depois aos doze apóstolos. Depois apareceu, de uma só vez, a mais de quinhentos seguidores, dos quais a maior parte ainda vive, mas alguns já morreram. Em seguida apareceu a Tiago e, mais tarde, a todos os apóstolos. Por último, depois de todos, ele apareceu também a mim, como para alguém nascido fora de tempo… Assim, não importa se a mensagem foi entregue por mim ou se foi entregue por eles; o importante é que foi isso que todos nós anunciamos, e foi nisso que vocês creram.”

1- Cristo morreu por mim; 2 – Foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia; 3 – APARECEU A PEDRO, AOS DOZE APÓSTOLOS, PARA MAIS DE QUINHENTOS IRMÃOS DE UMA SÓ VEZ, PARA TIAGO E TAMBÉM A PAULO. Enfim, todos nós veremos ao Senhor, mesmo que seja no dia, o dia da sua gloriosa manifestação nas nuvens do céu quando todo olho o verá.
No meio daquele sofrimento um anseio e uma certeza brotou no coração de Jó. Tudo aquilo era para gerar nele esta fome, esta sede, esta convicção. E quando ele recebe dentro de si esta fé sobrenatural, antes de fazer a declaração profética que mudaria o curso da sua vida, ele anseia: há como eu gostaria que isto fosse registrado em um livro… leia o texto como ele é: “Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro! Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha! Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.” (Jó 19:23-27).

Eu sei que o meu Redentor, meu Resgatador, meu Defensor vive e por fim se levantará sobre a terra… Ele não estava se referindo ao Deus do céu, e, sim ao Redentor que se levantaria sobre a terra. Ele teve uma revelação de Jesus Cristo. Na verdade Jó é um exemplo do sofrimento daquele que não têm uma revelação do Redentor, Jesus Cristo. O redentor, ou resgatador, no Velho Testamento era o irmão mais velho da família. Quando a herança era repartida o irmão mais velho recebia dupla porção da herança. A porção extra não era para si próprio. Ela servia para resgatar algum membro da família que se tornava escravo de algum credor. É muito comum na igreja ouvirmos orações inflamadas do tipo: “Senhor, eu quero dupla porção…” Mas, será que tais pessoas estariam disposta a usar a segunda porção para resgatar o irmão necessitado?
Bom, vamos voltar a falar de Jó, pois é muito forte quando ele diz: eu sei que o meu redentor está vivo… ele se levantará sobre a terra… em minha carne eu verei a Deus, ou seja, não seria depois da sua morte, mas, em vida… Vê-lo-ei por mim mesmo… os meus olhos o verão, e não outros… de saudade desfalece  o coração dentro de mim.
 
Agora ele já não estava mais desfalecendo por causa da pobreza, do luto e dos tumores, mas, desfalecia de saudade pela presença gloriosa de Deus. Ao declarar isso, profeticamente  ele gerou no mundo espiritual o que se consolidou no mundo natural conforme lemos no capítulo 38.  Do capítulo 38 ao 42 Deus aparece para Jó e ele o vê com os seus próprios olhos: Jó 38:1 “Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó…”Essa conversa entre o Senhor e Jó vai até o capítulo 42 onde ele admite no verso 5: ” eu te conhecia somente de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem por isso me arrependo…” A presença de Deus produz arrependimento, o arrependimento produz santidade, a santidade, a autoridade.  Jó era servo de Deus, mas então ele se torna amigo de Deus.

1 Pedro 1:6 “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.”

Como eu já mencionei antes, a expressão “SE NECESSÁRIO” dá a idéia que a provação somente vem quando não conseguimos ouvir a Deus de outro modo. Ao ler o texto abaixo extraído do livro de Jó 33:14-30 você compreenderá melhor o que quero dizer:
“Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de dois modos, mas o homem não atenta para isso…
…Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, quando adormecem na cama, então, lhes abre os ouvidos e lhes sela a sua instrução, para apartar o homem do seu desígnio e livrá-lo da soberba; para guardar a sua alma da cova e a sua vida de passar pela espada…
…Também no seu leito é castigado com dores, com incessante contenda nos seus ossos; de modo que a sua vida abomina o pão, e a sua alma, a comida apetecível. A sua carne, que se via, agora desaparece, e os seus ossos, que não se viam, agora se descobrem. A sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida, aos portadores da morte. Se com ele houver um anjo intercessor, um dos milhares, para declarar ao homem o que lhe convém, então, Deus terá misericórdia dele e dirá ao anjo: Redime-o, para que não desça à cova; achei resgate. Sua carne se robustecerá com o vigor da sua infância, e ele tornará aos dias da sua juventude. Deveras orará a Deus, que lhe será propício; ele, com júbilo, verá a face de Deus, e este lhe restituirá a sua justiça. Cantará diante dos homens e dirá: Pequei, perverti o direito e não fui punido segundo merecia. Deus redimiu a minha alma de ir para a cova; e a minha vida verá a luz. Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem, para reconduzir da cova a sua alma e o alumiar com a luz dos viventes.”
 
O Senhor Deus tem duas maneiras de nos levar a conhecer sua presença, seus propósitos, sua vontade. De acordo com o texto acima podemos afirmar que a primeira opção de Deus é a revelação. A segunda opção, a tentação, a prova, a tribulação. Acredito que é daqui que surgiu aquele velho ditado: Quem não vem a Deus por amor, vem pela dor. Literalmente poderíamos dizer: Quem não conhece a Deus através da revelação o conhecerá através da provação.
 
É importante lembrar que: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” (Tiago 1:12-15)

Mateus 4:1 “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo…”

Em Joel 2:28 a promessa de Deus sobre o derramamento do Espírito é todos nós teríamos sonhos e visões (revelações), em virtude das quais nós profetizaríamos. Quando entendemos o que o Senhor deseja, fica mais fácil abrir o nosso espírito para receber da parte dele. Deus quer andar conosco, ser nosso amigo, se revelar a nós. Eu já tomei a minha decisão – é isto que eu quero para minha vida: o que Deus quer. E você???
 
Parece ser este o desejo de Deus em relação a nós desde o princípio. Ele se encontrava com Adão e Eva todos os dias no jardim do Éden, na viração do dia (Gênesis 3:8). Ele disse a Abrão: anda na minha presença e seja perfeito (Gênesis 17:1). Ele disse a Moisés: “a minha presença irá contigo e eu te darei descanso (Êxodos 33:14). O Senhor Jesus disse aos seus discípulos e, consequentemente a nós: estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos, enfim, o Senhor deseja ter comunhão conosco baseada na graça, no favor imerecido. A pergunta é se nós queremos ter comunhão com Ele.  Todas as vezes em que o Senhor se manifesta a alguém isto em si já constitui uma prova de Ele deseja se relacionar conosco.
 
Em nossas reuniões de louvor e adoração que realizamos pelo Brasil e pelo mundo sempre buscamos isso – a Presença; sempre pregamos sobre isso – sobre a Presença, pois sabemos que quando Ela se manifesta o tudo é como o nada, o nada é como tudo e o mais ou menos não existe. Existe um provérbio muito usado na América que diz: “se você olha muito para o abismo, ele olha de volta para você.” O seu inverso também é verdadeiro: se você olha muito para a Presença de Deus Ela olhará de volta para você.
 
Para finalizar, gostaria que você lesse o Salmo 34: “Bendirei o SENHOR em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. Gloriar-se-á no SENHOR a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei o SENHOR comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome. Busquei o SENHOR, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores.  Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame. Clamou este aflito, e o SENHOR o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações. O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia. Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leõeszinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará. Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR. Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la. Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. O rosto do SENHOR está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória. Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra. Preserva-lhe todos os ossos, nem um deles sequer será quebrado. O infortúnio matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão condenados. O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e dos que nele confiam nenhum será condenado.”

Deus te abençoe poderosamente em o nome precioso de Jesus. Até o próximo artigo.

Santidade

 

 O Chamado à Santidade  ( fonte: www.fazchover.com.br - fernandinho )

(I Pedro 1.15,16)
“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”.

Hoje em dia não é muito comum ouvirmos sermões sobre santidade. Este assunto tem ficado um pouco na prateleira de alguns líderes e de algumas Igrejas. Falar sobre santidade requer uma mudança de atitude, tanto de quem fala quanto dos que ouvem.

Deus é uma pessoa (Ele não é uma energia) e possui qualidades, atributos que expressam o seu ser: Bondade, amor, retidão, conhecimento, sabedoria, justiça, santidade e tantos outros. Logo, para entendermos o que é ser santo, devemos olhar para a fonte de toda santidade, Deus. O texto nos ensina que Deus é Santo (Sede santos, porque eu sou santo).

A palavra santo no A.T é de origem hebraica (qadosh) – qualidade daquilo que está intimamente ligado ao sagrado ou que foi admitido no âmbito do sagrado por meio de rito divino ou de ato público de culto. Tem a conotação daquilo que é distinto do que é comum ou profano tem a ver com o sagrado de Deus.

A palavra santo no N.T é de origem grega (hagios) – O conceito neotestamentário da santidade é mais bem entendido na pessoa do Espírito Santo. A esfera apropriada daquilo que é santo no N.T não é ritual, mas, sim, a profética. O sagrado já não pertence a coisas, a lugares ou ritos, mas, sim, às manifestações da vida que o Espírito produz.

A verdade é que Deus nos chama a santidade e se coloca como o padrão a ser seguido. Mas como entender e obedecer este chamado a santidade?

Ser santo como o Senhor é santo requer a aplicação espiritual dos conceitos veterotestamentário (A.T). Como assim? Quando lemos I Pe 1.15,16 devemos entender que o Apostolo Pedro estava se referindo a uma ordenança do A.T, e, portanto, um conceito antigo aplicado a nova aliança em Jesus.

Creio que estes conceitos nos ajudarão a entendermos de forma mais prática o que é ser santo.

1- Ser santo é não se contaminar com o pecado

(Levítico 11.44,45)
“Porque eu sou o SENHOR vosso Deus; portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis com nenhum réptil que se arrasta sobre a terra; Porque eu sou o SENHOR, que vos fiz subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo”.

Este capítulo do livro de Levítico aborda sobre uma relação de animais impuros que Deus proíbe que seu povo coma. Se alguém do povo de Israel comece algum daqueles alimentos, pela Lei, ele estaria impuro e indigno de estar na presença de Deus.

Deus é perfeito e suas Leis preciosas. Hoje sabemos que grande parte daqueles alimentos (animais) possuía e ainda possuem bactérias que se consumidos por alguma pessoa sem o devido preparo e higiene pode causar doenças e levar até a morte. Deus preservou a integridade do Seu povo através de Leis espirituais. Mas nós vivemos sob a Nova Aliança e o sentido desta Lei deve ser aplicada mediante a vida em Jesus. Os rituais de purificação e a abstinencia de alimentos do A.T nada têm a ver com o chamado a ser santo que Deus nos ordenou para hoje.

Jesus disse certa vez: “Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem. [...] Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” (Marcos 7.15-23)

Torno-me mais santo quando meu coração esta cheio de louvor a Deus, quando meus lábios são usados para abençoar e não amaldiçoar, quando não me deixo contaminar pelos maus pensamentos e atitudes. Ser santo, portanto, tem a ver com uma vida consagrada a Deus longe do pecado que contamina o coração.

2- Ser santo é amar ao próximo

(Levítico 19.1,2)
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo.

Não existe santidade genuína sem o amor ao próximo. O contexto deste capítulo 19 de Levítico fala, sobretudo, de respeito ao próximo: (v.11) “nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo”; (v.13) “Não oprimirás o teu próximo”; (v.15) “com justiça julgarás o teu próximo”; (v.16) “não te porás contra o sangue do teu próximo.”; (v.18) “mas amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Santidade tem a ver com atitude de amor ao próximo. Jesus certa vez contou uma parábola: “Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele.” (Lucas 10.31-37)

Precisamos urgentemente manifestar amor ao próximo. Não existe vida santa e consagrada a Deus, sem nos movermos em direção ao próximo para ajudá-los. O diabo tem plantado o egoísmo nos corações de alguns cristãos. Queremos ser abençoados, queremos prosperar, queremos vida abundante e acabamos nos esquecendo de olhar além de nossos próprios desejos e cobiças. Que tipo de evangelho é este que vivemos? Que santidade é esta que pregamos onde o amor ao próximo não faz parte do cotidiano de muitos crentes?

3- Ser santo é ser inteiramente do Senhor.

(Levítico 20.26)
“E ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus.”

Não existe santidade sem pertencer a Jesus. Só iremos pertencer ao sagrado de Deus mediante a salvação em Cristo. A Bíblia nos ensina que em Jesus somos santos de Deus: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;” (Efésios 1.4).

O Senhor tem separado em todo mundo um povo santo, um povo inteiramente Seu. Um povo capaz de dizer não ao pecado, manifestar o amor de Deus ao próximo, um povo comprometido com Seu senhorio e vontade.

Podemos até ter uma vida piedosa, com boas condutas morais, mas sem Jesus não existe santidade, sem Ele não existe salvação. Podemos nos tornar santos de Deus, homens e mulheres separadas pelo Senhor neste mundo. O Senhor quer nos chamar de filhos amados. Em João 1.11,12 está escrito: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;”

O Senhor nos chama a sermos santos como Ele. A salvação completa tem a ver com a santidade do homem: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;” (Hebreus 12.14). Ter a Jesus como salvador é participar de Sua santidade.

Temos um chamado: “Sede santos, porque sou santo”.

Pr. Eurico C. G. da Costa
preuricodacosta@ig.com.br
Pastor Auxiliar da Sétima Igreja Batista de Campos
ministeriojovemsetibc.blogspot.com

Se o meu povo que se chama pelo meu nome....

 fonte: www.santageracao.com.br   

 

2 Crônicas 7:14 

“Assim, Salomão acabou a Casa do SENHOR e a casa do rei; tudo quanto Salomão intentou fazer na Casa do SENHOR e na sua casa, prosperamente o efetuou. De noite, apareceu o SENHOR a Salomão e lhe disse: Ouvi a tua oração e escolhi para mim este lugar para casa do sacrifício. Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo;  se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. ” (2 Crônicas 7:11-14)

Existem alguns pontos que eu gostaria de considerar com você a respeito do texto que acabamos de ler que são: 1. escolhi este lugar para casa do sacrifício; 2. se humilhar; 3. orar; 4. me buscar; 5. se converter dos seus maus caminhos.

O rei Salomão não apenas construiu uma casa dedicada ao Senhor, mas também orou para que as petições que fossem feitas nessa casa fossem ouvidas e atendidas pelo Eterno. De noite o Senhor aparece ao rei e confirma: “escolhi para mim este lugar para casa do sacrifício..”

Deus está em todo lugar – Ele é Onipresente. Entretanto, ao longo das Escrituras sagradas você percebe alguns lugares sendo especificados através de altares, cidades, atos proféticos, etc. Mas, o importante é entender que tais marcos foram colocados não para limitar o agir de Deus somente naquele lugar, mas, sim, por causa da limitação humana de se concentrar em fé tendo diante de si a imensidão do domínio e da soberania de Deus.

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Noé, Abrão, Isaque, Jacó, Moisés… sempre que Deus lhes aparecia eles levantavam um altar de adoração. Um sacrifício era oferecido e o lugar ficava assim marcado. Qualquer pessoa que passasse por aquele altar saberia que ali fora oferecido um sacrifício e isto ia criando uma consciência coletiva com respeito a Deus. Essa consciência coletiva atrai a manifestação da glória de Deus sobre a terra.

Depois que o Senhor liberta o povo da escravidão do Egito, ele ordena a construção do tabernáculo e posteriormente autoriza a construção do Templo e determina a construção do altar oficial para o sacrifício, o qual poderíamos chamar de “o altar de Deus”. Como lemos no texto acima, não se tratava mais de um altar que alguém escolhera para sacrificar ao Senhor, mas de um lugar que o próprio Deus escolhera para si mesmo para ser o o lugar do sacrifício. Bem sabemos que tais coisas eram figuras, ilustrações do que haveria de vir. A igreja de Cristo é o templo espiritual de Deus hoje; Cristo Jesus é o Sumo Sacerdote; nós somos sacerdotes em Cristo; tudo que fazemos e possuímos é o sacrifício, é claro, guardadas as devidas proporções, pois, nenhum sacrifício é maior ou substitui o sacrifício do Senhor Jesus na cruz. É por isso que devemos cuidar da nossa vida, do que fazemos no dia a dia, como administramos aquilo que “temos”, pois, o sacrifício necessita ser santo, pois, o Senhor nosso Deus é santo. Deus não muda… ele se relaciona com as pessoas por meio de sacrifícios. Quem não aceitar o sacrifício de Jesus Cristo e que não estiver disposto a oferecer sacrifício não terá um relacionamento com Ele.

“Se o meu povo que se chama pelo meu nome SE HUMILHAR…” Existem dois tipos de humilhação: 1. quando alguém humilha você ou você humilha alguém; 2. quando você se humilha.  A palavra de Deus abomina o primeiro tipo de humilhação, ao contrário, a Bíblia ensina a amar até mesmo os nossos inimigos. Amar não significa sonegar a verdade, mas dizê-la sem intenções de ferir. Ninguém jamais humilhou a Jesus de Nazaré, mas, a Bíblia afirma que Ele humilhou-se a si mesmo. Vamos ler o texto?

Filipenses 2:5 ” Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,   a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”

Geralmente associamos humildade com pobreza. Quando vemos alguém sem condições básicas de sobrevivência geralmente falamos: “ele é tão humilde!”, mas, será mesmo? No geral, faz parte da estratégia do Diabo levar as pessoas a inverter o valor real das palavras para manter as pessoas afastadas de Deus e cativas no engano, no pecado e em seus efeitos maléficos. Não seria o caso dessa pesssoa estar em condições precárias porela, ou alguém de sua familia, no passado, ter tomado a decisão de viver em desobediencia aa palavra e aa vontade de Deus? Mas, graças a Deus por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pois, se tal pessoa aceitar o sacrifício de Jesus e através dele se converter a Deus a maldição será substituida pela bêncão de Deus. A palavra que lemos acima diz que o Senhor Jesus se humilou tornando-se obediente até a morte, ou seja, a humildade está ligada aa obediência e não aa falta de recursos financeiros. Uma pessoa rica financeiramente, OBEDIENTE, é, sem dúvida, uma pessoa humilde; porém, uma pessoa sem recursos financeiros que é DESOBEDIENTE não é humilde de maneira nenhuma e pode ser que, a falta de capacidade de obedecer a Deus e/ou aos homens é que a mantem nesta condição.

ORAR – A Bíblia nos ensina sobre a oração, intercessão, súplicas, ações de graças e muitas vezes agimos como se tudo fosse uma coisa só. Entretanto, há diferença entre cada uma dessas atividades espirituais. Aqui quero falar da oração.

No Salmo 139:4 lemos: Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.”

Orar vém de oral, falar, etc. Como podemos ler no Salmo acima Deus conhece aquilo que vamos falar antes que falemos, concluímos, pois, que não oramos/falamos para sermos ouvidos por Deus. Repetindo: Deus houve nossa oração antes que a façamos.

Em Mateus também lemos: 6:8 “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

 

Ou seja, além de conhecer nossa oração Deus conhece nossas necessidades antes que peçamos.

Filipenses 4:6 “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”

O texto de Filipenses 4:6 nos fala de quatro atividades nas quais devemos nos empenhar quando necessitamos do socorro de Deus: PETIÇÕES, ORAÇÃO, SÚPLICA E AÇÕES DE GRAÇAS. E o resultado de toda essa prática é a paz de Deus guardando nosso coração e mente em Cristo Jesus, ou seja, quando, no meio da necessidade praticamos estas disciplinas espirituais sentimos uma tremenda segurança espiritual e emocional em Cristo Jesus. Portanto, o texto fala de petições, oração, súplica e ação de graça e nós precisamos entendê-las como atividades diferenciadas.

Pedir é pedir mesmo.

Orar é falar, declarar, profetizar com autoridade, determinar com base na infalível Palavra de Deus, semear a semente da Palavra, confessar a Palavra, enfim… tem que falar. Deus poderia ter formado o mundo por outro meio, mas Ele optou por falar. Disse Deus… Entendemos então que falar faz parte do princípio criativo de Deus.

Suplicar já está mais ligado a pedir se humilhando, que, no nosso caso poderíamos encarar o jejum ou o voto como forma prática de humilhação.

Ações de graças são atitudes de gratidão, como, por exemplo, dar ofertas como expressão de gratidão antecipada por aquela benção que está sendo pedida. Aquele que crê que Deus fará, embora ainda não tenha recebido, já dá ofertas de gratidão como se já tivesse recebido. Isto é fé: você dar a oferta porque está convicto que receberá.

Sendo assim, orar é profetizar, antecipar o resultado de acordo com a infalível palavra de Deus. Quem crê fala.

2Coríntios 4:13 “Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos…”

E ME BUSCAR – Buscar a Deus, a presença de Deus é totalmente diferente de buscar suas bençãos. Logicamente, todos que têm esse encontro com Deus são tremendamente abençoados. Deus usa as nossas dificuldades como isca para pescar-nos para Ele. Eu já me deixei fisgar. Mas, vamos ler com atenção os seguintes textos:

Jeremias 29: 11 “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte;. Sorte aqui é o mesmo que destino.”

1Ch 16:11 “Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença.”

Ps 27:8 “Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença; buscarei, pois, SENHOR, a tua presença.”

Is 55:6 “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.”

Am 5:6 “Buscai ao SENHOR e vivei, para que não irrompa na casa de José como um fogo que a consuma, e não haja em Betel quem o apague.”

Zep 2:3 “Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que cumpris o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do SENHOR.”

Mt 6:33 “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

Col 3:1 “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.”

Busquemos, portanto.

E SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS – Converter é dar meia volta. Desde a queda de Adão o ser humano tem andado para tráz no que diz respeito ao relacionamento pessoal com Deus. Muitos até conseguem fazer parte de uma comunidade que gira em torno de Deus, porém, quando isso sai da questão coletiva e entra na vida pessoal as pessoas de um modo geral não conseguem manter esse relacionamento quente para com o Deus eterno. A razão para tanto, na minha opinião, é uma simples questão de decisão.

Andar com Deus significa estar disposto a dar meia-volta, se converter sempre que preciso for. Você decide andar com Deus, apesar dos resultados positivos ou negativos. A maioria das pessoas somente andam com Deus quando tem resultados positivos em termos material. Outros só o fazem por causa da escassez. Mas, para viver no equilíbrio entre a necessidade e o suprimento e mesmo assim andar com Deus é preciso um posicionamento antecipado de cada pessoa. Tudo posso naquele que me fortalece.

Eu decidi amar a minha esposa para sempre independente de qualquer circunstância. Isto é uma decisão antecipada. Se você não faz assim fica a mercê das circunstâncias. Existem coisas que não podem ser modificadas, por exemplo: eu sou e sempre serei pai dos meus filhos. Isso não pode mudar, portanto, para que essa experiência seja maravilhosa, nós, as pessoas envolvidas nesse processo temos que mudar, nos adequar, reinventar, nos convertermos se preciso for. E as decisões para isso já necessitam estar tomadas antes de chegar a necessidade. Assim também, uma vez que a pessoa se casa, o casamento é para sempre. Existe o titulo de divorciado, viúvo, desquitado, separado, mas, cada um destes títulos já gritam em alto tom que tal pessoa já esteve casada antes. Muitas vezes o casamento acabou porque as decisões foram deixadas para a última hora, sob intensa pressão. O que fazer agora, se já está vivendo uma vida nova é aquilo que deveria ter feito antes – decidir antes.

Assim também, no que diz respeito ao nosso relacionamento com Deus, eu já decidi: eu sou de Deus. Se é preciso dar meia-volta em uma situação, me arrepender eu faço pelo simples fato de que eu já estou pré-disposto. Não precisa muita conversa: se tem que mudar, mudamos simplesmente.

Saber que está no caminho errado e exigir muito para uma mudança significa valorizar o erro mais que o que é direito.

Se o Espírito Santo nestes dias tem incomodado você em relação a alguma área em tua vida que precisa mudar, não pense muito, mude, simplesmente – converta-se.

“então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. “